O 2º Festival Infantil de Capoeira foi realizado no sábado, 10 de outubro de 2026, no Ginásio Sibipiruna, em Chapadão do Sul (MS). Segundo o Diário Chapadense, o encontro reuniu participantes de quatro estados — Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Mato Grosso — e foi organizado pelo Grupo Guerreiros da Senzala Capoeira, sob a coordenação do Mestre Chimbica. A programação combinou apresentações culturais, rodas, campeonato infantil, oficina, batizado e troca de graduação.
Contexto: um festival feito para as crianças
O festival é uma das ações do projeto socioeducativo “Pequenos Grandes Guerreiros”, do Grupo Guerreiros da Senzala Capoeira, de Chapadão do Sul. De acordo com o O Correio News (matéria de 6 de outubro de 2026), a proposta é reunir crianças, famílias e praticantes em torno da capoeira como esporte, cultura e integração.
A edição de 2026 é a segunda realizada na cidade. O portal Chapadão360 já havia divulgado, em 1º de outubro, a data, o horário de abertura (13h) e o local, com a organização do Professor Paulo e a supervisão do Mestre Chimbica. Como apoiadores, o portal cita a Secretaria Municipal de Esporte, Juventude e Lazer, a Secretaria de Educação e Cultura e a empresa CTN Gonzagão, indicada como patrocinadora oficial.
Programação e detalhes do evento
A divulgação prévia, publicada pelo O Correio News, trazia o seguinte cronograma, com início às 13h e encerramento às 18h:
- 13h — abertura e apresentação cultural;
- 13h30 — roda aberta;
- 14h — oficina com o Mestre Espelata, de São Simão (GO);
- 14h40 — início do campeonato infantil;
- 16h30 — batizado e troca de graduação;
- 17h30 — premiação e agradecimentos;
- 18h — encerramento.
O campeonato foi dividido em três categorias mistas, com disputas masculinas e femininas: Mirim (5 a 7 anos), Infantil 1 (8 a 10 anos) e Infantil 2 (11 a 13 anos). Entre as cidades listadas na divulgação prévia estão Campo Grande, Jataí, Rondonópolis, Votuporanga e São Paulo, além de municípios vizinhos de Chapadão do Sul.
O relato do Diário Chapadense (13 de outubro) destaca valores como disciplina, respeito, responsabilidade, cidadania e inclusão social, e afirma que o evento esteve voltado a “valorizando o esforço e a dedicação das crianças”. As matérias consultadas não divulgam o número total de participantes nem a lista de vencedores; por isso, esses dados não são informados aqui.
Por que isso importa para a capoeira
Eventos infantis como este mostram uma face menos conhecida da capoeira: a formação de novas gerações dentro da roda. A roda de capoeira foi inscrita em 2014 na Lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO (ficha oficial da UNESCO), e sua continuidade depende do ensino de mestres e professores a crianças e jovens em cidades de todos os tamanhos.
No caso de Chapadão do Sul, o batizado e a troca de graduação no mesmo dia do campeonato ligam a competição esportiva ao rito de passagem tradicional do grupo. Para quem acompanha a música da capoeira, o encontro também é um lembrete de que os cantos, os toques do berimbau e a roda são aprendidos na prática, desde cedo. Se você quer entender esse repertório, veja nosso guia sobre a capoeira e a música.
Patrimônio e continuidade: o contexto das rodas infantis
A capoeira tem reconhecimento oficial no Brasil e no exterior. Segundo a Brasil 61 (22 de setembro de 2026), o Ofício dos Mestres e Mestras de Capoeira e a Roda de Capoeira tiveram seus registros aprovados pelo Iphan em 2008, e a roda foi reconhecida pela UNESCO em 2014. O ofício dos mestres, porém, não faz parte do título internacional. Na prática, isso significa que o saber de quem conduz a roda — cantar, tocar, ensinar e organizar — é parte do patrimônio brasileiro, e eventos como o de Chapadão do Sul são um dos caminhos pelos quais esse saber chega às crianças.
O que as fontes confirmam e o que ainda não foi divulgado
Para evitar informações imprecisas, vale separar o que está confirmado do que não aparece nas matérias. Está confirmado: a data (10 de outubro de 2026), o local (Ginásio Sibipiruna, em Chapadão do Sul), o grupo organizador (Guerreiros da Senzala Capoeira, com o Mestre Chimbica), as faixas etárias do campeonato e a participação de grupos de quatro estados. Não foi divulgado nas matérias consultadas: o número total de crianças, o resultado das disputas e a lista de premiados. Se esses dados forem publicados pelo grupo ou pela prefeitura, esta matéria poderá ser atualizada.
Há ainda uma pequena diferença entre as fontes: a divulgação prévia do O Correio News fala em 16 cidades confirmadas, mas a lista publicada na própria matéria nomeia 14; o relato posterior do Diário Chapadense não detalha todas as cidades. Por isso, tratamos o número de cidades como uma informação aproximada.
Perguntas frequentes
Quando e onde foi o 2º Festival Infantil de Capoeira de Chapadão do Sul?
No sábado, 10 de outubro de 2026, no Ginásio Sibipiruna, em Chapadão do Sul (MS), com abertura às 13h, segundo as matérias do Chapadão360 e do O Correio News.
Quem organizou o festival?
O Grupo Guerreiros da Senzala Capoeira, coordenado pelo Mestre Chimbica, dentro do projeto socioeducativo “Pequenos Grandes Guerreiros”.
Quais eram as categorias do campeonato infantil?
Mirim (5 a 7 anos), Infantil 1 (8 a 10 anos) e Infantil 2 (11 a 13 anos), com disputas masculinas e femininas.
Houve batizado e troca de graduação?
Sim, ambos estavam previstos na programação e são citados no relato do Diário Chapadense, junto com rodas, apresentações culturais e a oficina do Mestre Espelata.
Quem venceu o campeonato?
As matérias consultadas não divulgam vencedores nem classificação.
Veja também
- Capoeira inclusiva em Itapema e a comenda ao Mestre Polaco
- Fest Capoeira Internacional: 26ª edição em Campinas
- Encontro Nacional de Capoeira em Cariacica (ES)
Fontes (consultadas em 14 de outubro de 2026): Brasil 61, 22/09/2026; Diário Chapadense, 13/10/2026; O Correio News, 06/10/2026; Chapadão360, 01/10/2026; UNESCO — Capoeira circle. Foto de capa: ilustrativa, de uma aula de capoeira em Caetité (BA), por André Koehne, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0; não é imagem do evento.