Pitty lançou nesta sexta-feira, 16 de outubro de 2026, o álbum Pitty, seu sexto disco de estúdio e o primeiro com músicas inéditas em sete anos. A turnê de lançamento começa neste sábado, 17, no Espaço Unimed, em São Paulo, com ingressos esgotados, segundo a Billboard Brasil.
Contexto: sete anos depois de Matriz
O último trabalho de inéditas da cantora era Matriz, de 2019. De lá para cá, Pitty não ficou parada, mas apostou em projetos de outro tipo. Houve a turnê PittyNando e o disco ao vivo que saiu dela, um show em dupla com Emicida no festival João Rock, o álbum Espelhos, de 2023, e a turnê de aniversário de ACNXX, que rendeu o registro ACNXX Ao Vivo em Salvador, de 2024. O resumo é da Rolling Stone Brasil.
O novo álbum nasceu de uma pausa. No início de 2025, a artista anunciou um intervalo nos shows. Ela ainda subiu ao palco do The Town, em setembro daquele ano, e participou da despedida do Planet Hemp, em novembro, mas boa parte do período foi de estúdio. Pitty descreve o processo como intuitivo e diz que foi “tomada por ele”, o disco, numa fala reproduzida pela Rolling Stone Brasil.
O que se sabe sobre o disco
Segundo a Billboard Brasil, Pitty traz 13 músicas autorais, com produção dividida entre a própria cantora e Rafael Ramos. A Rolling Stone Brasil informa que o álbum sai pela gravadora Deck e que Pitty assume a direção criativa: escreve letras e melodias, desenha riffs e define a estética do projeto.
É também o primeiro disco da carreira que leva o nome dela. A cantora enxerga no título uma espécie de assinatura e já disse que está fazendo “o primeiro disco da minha vida”. Para descrever o som, usa quatro adjetivos: pesado, dançante, sexy e raivoso. A combinação é incomum para um mesmo álbum e dá uma pista do que esperar do repertório.
Entre as faixas citadas na cobertura do lançamento estão “Desobediente”, “Pileque de Poeta”, “Sobriedade Seletiva” e “Cuidada”. O primeiro single, “Sobremesa”, foi apresentado em setembro, com videoclipe, e serviu de aperitivo para o disco completo.
Turnê começa em São Paulo
A Band publicou em 24 de agosto as primeiras datas da turnê do álbum. A estreia acontece no sábado, 17 de outubro, no Espaço Unimed, na capital paulista. Depois, o roteiro inicial passa por estas cidades:
- 7 de novembro: Leopoldina (MG), Stone House
- 14 de novembro: Curitiba (PR), IGLOO
- 21 de novembro: Belo Horizonte (MG), Arena Hall
- 28 de novembro: Recife (PE), Classic Hall
- 4 de dezembro: Porto Alegre (RS), Auditório Araújo Vianna
- 5 de dezembro: Vitória (ES), Espaço Patrick Ribeiro
- 12 de dezembro: Ribeirão Preto (SP), CHF Espaço Cultural
- 19 de dezembro: Sorocaba (SP), Clube Recreativo
- 28 de dezembro: Balneário Camboriú (SC), Music Park
Quem quiser ver a cantora ao vivo deve acompanhar os canais oficiais dela e os sites de venda de ingressos, porque o calendário pode ganhar novas datas nas próximas semanas. Nada disso está confirmado até agora, mas turnês de lançamento costumam crescer depois da estreia.
Do P6 ao título que leva o nome dela
Segundo a Billboard Brasil, o álbum foi anunciado por um vídeo-manifesto, e antes disso o projeto era chamado de P6. A cantora confirmou o disco em abril, durante participação no podcast Mano a Mano, e em 2026 resumiu o repertório com quatro palavras: pesado, dançante, sexy e raivoso. A Billboard registra uma frase dela: está fazendo o primeiro disco da vida, porque essa é a sensação. Sobre o processo, diz que o disco se fez e se impôs, e que ela foi tomada por ele.
A Rolling Stone Brasil dá a mesma ideia por outro ângulo: Pitty diz que não pensava em fazer um álbum quando veio um troço, e que se reconectou com a versão de si que compunha sozinha no quarto. As duas reportagens também descrevem o título como uma espécie de assinatura.
Quando o disco começou
As fontes divergem num ponto. A Rolling Stone diz que o disco começou a ser desenvolvido no início de 2025, de forma despretensiosa, e não menciona pausa. Já a Billboard fala que o álbum tomou forma no fim de 2025, durante uma fase em que Pitty reduziu a rotina profissional, depois de anunciar uma pausa nos shows no início daquele ano. Ela lançou o curta Pausa, com imagens de um show de março. Registramos as duas versões sem escolher entre elas.
O que Pitty fez nos anos entre Matriz e Pitty
Matriz, de 2019, foi o quinto disco solo de estúdio, com rock e referências musicais da Bahia, segundo a Billboard. Desde então, as duas fontes citam uma sequência de projetos. Houve a parceria com Nando Reis, o PittyNando, que rendeu turnê e um álbum ao vivo, e o EP colaborativo Casulo. Houve um show com Emicida no festival João Rock, o álbum Espelhos, de 2023, que a Rolling Stone descreve como de covers, e a comemoração dos 20 anos de Admirável Chip Novo, com o disco de releituras Admirável Chip Novo (Re)Ativado, feito por outros músicos. A turnê comemorativa rendeu o registro ACNXX Ao Vivo em Salvador, de 2024.
A Billboard acrescenta dois momentos de 2025: o show no The Town, em setembro, e a participação na despedida do Planet Hemp, no Nubank Parque, em novembro.
Produção
A Rolling Stone informa que Pitty assume a criação e a direção geral do disco, assinando letras, melodias, riffs, coprodução musical e estética, e que o álbum sai pela Deck. A divisão da produção com Rafael Ramos vem da outra matéria da Billboard, a dos lançamentos da semana, e não aparece nos textos de anúncio. Preferimos atribuir cada dado à fonte que o traz.
O que as fontes não informam
Os textos de anúncio não trazem a lista de faixas, as participações, os formatos nem a duração. A cobertura da semana cita quatro títulos, Desobediente, Pileque de Poeta, Sobriedade Seletiva e Cuidada, e o single Sobremesa. As fotos de divulgação são creditadas a fotógrafos diferentes nas duas reportagens, e nenhuma delas descreve a capa. Por isso não falamos de arte nem de ficha técnica completa.
As datas da turnê vêm da Band e podem mudar, então o caminho mais seguro para confirmar datas e ingressos é o site da artista e as bilheterias.
Por que esse lançamento importa
Sete anos é muito tempo no mercado atual, em que muitos artistas soltam singles a cada poucos meses. Pitty foi na direção oposta: parou, voltou ao estúdio e entregou um álbum fechado, com 13 faixas e uma agenda de shows que cruza o país até o fim de dezembro, de São Paulo a Balneário Camboriú.
O disco também marca uma mudança de postura. Depois de projetos ao vivo, releituras e parcerias, a cantora volta ao trabalho autoral completo, com letra, melodia e riff assinados por ela. Para quem acompanha o rock brasileiro, é um dos lançamentos mais comentados da semana, ao lado de outros discos nacionais que chegaram às plataformas entre quinta e sexta, como o álbum Última Mesa da Lapa, do rapper Sain.
Para conhecer a trajetória da artista, a página dela no Letras.mus.br, site licenciado de letras, reúne a discografia. Para ouvir o novo trabalho, o caminho é procurar o álbum nas plataformas de streaming.
Veja também
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Fontes: Billboard Brasil, lançamentos nacionais da semana (16/10/2026); Billboard Brasil, anúncio do álbum (17/08/2026); Rolling Stone Brasil (17/08/2026); Band, datas da turnê (24/08/2026).